"Filme mostra como um trabalho bem feito de Assessoria de Comunicação mesclada ao rápido esquecimento do povo, reverte situações e gera ótimos resultados"
Por João Messias Jr.
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Capa do filme Mera Coincidência Imagem extraída da Internet |
Como dito nas linhas acima, esse filme mostra que com um bom trabalho de Assessoria (e a "perda de memória" das pessoas) podemos reverter situações ruins, como o início da trama, que mostra o envolvimento de um político candidato a eleição com uma estagiária.Mera Coincidência?
Melhor seria dizer que é mais que isso, pois os Assessores deste político não medem custos e esforços para terem os melhores profissionais ao seu lado para mudar a opinião pública, desde o acontecimento na Albânia, o soldado que sobreviveu a duras penas, entre outras, tudo no melhor estilo americano, com muito sensacionalismo e muito exagero, mas que são essenciais para melhor compreensão do filme.
E aqui eles conseguem a eleição de seu cliente. Mas Mera Coincidência mostra o lado ruim de quem resolve "abandonar o barco" por discordar de algumas opiniões, que dependendo da situação paga com a própria vida, como acontece aqui com o diretor de cinema vivido por Dustin Hoffmann, que por não receber os devidos créditos nas manobras ocorridas, "repentinamente" sofre um ataque cardíaco. Mera Coincidência?
Fazendo um paralelo com o Brasil, se por um lado as situações ocorridas não são cheias de glamour como nos filmes, tem o mesmo contexto, como o candidato Paulo Maluf que dizia na eleição do então candidato a Prefeitura de SP, Celso Pitta: "Se o Pitta não for um bom Prefeito não votem em mim", e coincidentemente Pitta teve o nome envolvido em muitos escândalos.
Maluf, com seu jeito particular de ser, sempre mudava o foco das perguntas quando era perguntado sobre isso e creio que a maioria das pessoas já se esqueceu do que ele disse na campanha de Pitta (que infelizmente não está entre nós para contar histórias) e há alguns anos Maluf foi o deputado com o maior número de votos. É mole?
Outro que merece ser citado é Fernando Collor, que mesmo após os escândalos em sua gestão presidencial, ja foi eleito em seu estado e creio que caso se candidate a Presidência novamente, tem tudo para ficar entre os mais votados.
Mas fica a reflexão: Eles são os únicos culpados? Não, boa parte é do povo, que por não ter uma educação de qualidade, sem condições de frequentar uma Universidade (para desenvolver o Pensamento Crítico), e infelizmente por aprender apenas a reproduzir informações e gostar apenas do que aparece na mídia com os "Ai Se eu Te Pego" da vida, essa situação de bandido virar mocinho continuará por muito tempo.